Pesquisa identifica óleos mais saudáveis para cozinhar
Quando você está fritando ou
cozinhando em alta temperatura (próximo de 180°C), as estruturas moleculares de
gorduras e óleos mudam. Acontece o que chamamos de oxidação – elas reagem com o
oxigênio do ar formando aldeídos e peróxidos de lipídio. Na temperatura
ambiente, algo semelhante acontece, mas de maneira muito mais lenta. Quando
lipídios se decompõem, eles se tornam oxidados.
O consumo de aldeídos, mesmo que em pequenas quantidades, tem sido
relacionado a um risco de doenças do coração e câncer.
Um estudo conduzido na Leicester School of Pharmacy na Universidade de
Leicester trouxe algumas novidades e a principal descoberta foi que óleos
que são ricos em gorduras poliinssaturadas – como no óleo de milho e de
girassol – geram altos níveis de aldeídos.
"Óleo de girassol e de milho são bons", diz o professor
Grootveld, "desde que você não submeta eles ao calor, como ao fritar
alimentos ou ao cozinhar algo. É um fator químico simples mas faz com que algo
que é visto como saudável para nós se converta em algo que faz mal quando é
submetido a temperaturas mais altas."
O azeite e o óleo de canola produziram muito menos aldeídos, assim como
a manteiga e a banha animal. O motivo é que esses óleos são ricos em ácidos
graxos monoinsaturados e saturados, que são muito mais estáveis quando
submetidos ao calor. Na verdade, gorduras saturadas raramente passam pelo
processo de oxidação.
Segundo Grootveld, o melhor óleo para fritar e cozinhar é o azeite.
"Primeiro porque esses compostos tóxicos são gerados em baixa quantidade
e, segundo, porque os compostos que são formados são menos maléficos para o
corpo humano."
A pesquisa dele também sugere que, quando o assunto é cozinhar ou
fritar, manteiga ou banha animal são mais indicadas do que óleo de girassol e
de milho.
A banha animal, apesar de ter uma reputação de "não saudável",
é, na verdade, rica em gorduras monoinsaturadas.
Proporção ideal:
O óleo ou gordura ideal deve ser rico em lipídios
monoinsaturados ou saturados (preferencialmente 60% para um ou outro e mais de
80% para os dois juntos), e que sejam pobres em poliinsaturados (menos de 20%)
Recomendados:
Óleo de Côco:
extravirgem prensado a frio
90% gorduras saturadas
resistente ao calor
desvantagem: preço, sabor adocicado de côco
Azeite:
extravirgem ou virgem; é resistente a temperaturas elevadas.
76% gordura monoinsaturada
14% gordura saturada
10% poliinsaturada
Manteiga:
ideal provinda de vacas alimentadas com pasto e não ração. Ideal ghee (sem
lactose)
68% gordura saturada
28% gordura monoinsaturada
Banha de Porco:
provinda de porcos alimentados de grãos tem mais gordura poliinsaturada e se
criados em pastos, tem mais saturada e monoinsaturada.
Óleo de Abacate:
parecido com azeite
71% gordura monoinsaturada
12% gordura saturada
13% gordura poliinsaturada
Menos Recomendados:
Óleo de Canola:
o problema não está na composição, que é boa, além de ter relação de ômega 6:3
ideal (2:1). O que tem trazido grandes polêmicas ao óleo de canola é quanto ao
seu processamento que é especialmente difícil e trabalhoso além de envolver o
uso de solventes químico como hexano.
Óleo de Sementes:
além de serem altamente processados eles têm ômega 6 em quantidades exageradas
o que pode acabar contribuindo para um desequelíbrio na relação com ômega 3, e
aparecimento de inflamações no organismo. Alguns ainda podem conter gordura
trans, que são altamente tóxicas.
Dentre eles citamos: soja, gergelim, algodão, girassol, milho
e cártamo
Muito confuso né? Não devemos esquecer que não existe verdade
absoluta, principalmente em se falando de um estudo. Ainda precisamos de
estudos maiores que comprove o que é realmente melhor. Mas sempre serve para
colocar a pulga atrás da orelha e talvez repensar nas atitudes mecânicas que
temos de pagar mais caro para levar o melhor para nossa família.... Será que
estamos mesmo fazendo o melhor?
De uma coisa não tenho dúvida. Pouca fritura é sempre o
melhor.
Mas banha eu não uso de jeito nenhum... Fico com o azeite e o
óleo de côco quando der.
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