sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Suco de caixinha

Da mesma série “leia o rótulo”vamos falar dos sucos de caixinha, cada vez mais freqüentes na mesa dos brasileiros, na rotina das crianças e nas suas lancheiras.

"Beba sem moderação"; "é fruta de verdade". Com frases desse tipo, os fabricantes de bebidas à base de frutas aliam seus produtos à ideia de que são saudáveis e, ao mesmo tempo, práticos: é só abrir a caixinha e beber. A sugestão parece ter dado certo, pois a oferta desses alimentos não para de crescer: segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), em 2012 a produção de sucos e néctares (o nome oficial das bebidas que, informalmente, chamamos de "suco de caixinha") chegou a 987 milhões de litros e cresce 10% ao ano.
Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com 12 bebidas à base de fruta, vendidas em caixinhas tetrapak ou garrafinhas de plástico em supermercados, elas contêm alto índice de açúcarcorantes e aromatizantes.
Na análise do Idec, o poder da publicidade e do marketing é tão grande que uma simples embalagem pode nos levar a crer que determinada bebida é tão saudável quanto a fruta in natura que originou o produto. Mas apenas o consumo de frutas pode proporcionar o aproveitamento total dos nutrientes.
As bebidas industrializadas tendem a conter altos teores de açúcar. É o caso dos néctares, que, segundo a legislação, devem respeitar um limite de adição de sacarose. Apesar de práticos, porque são vendidos em embalagens de um litro, os néctares são diluições açucaradas de sucos concentrados. Chegam a ter cerca de 20 gramas de açúcar por porção de 200 ml, o equivalente a duas colheres de sopa cheias.
Outro detalhe importante é que um dos corantes contidos nas bebidas. A tartrazina, pode causar reações alérgicas. Por decisão da Justiça Federal, a Anvisa deve editar uma norma obrigando que seja mencionado, com destaque na embalagem do produto, os efeitos adervos.

Adição de açúcar: segundo o Decreto nº 6.871/09, determina que a palavra "adoçado" seja acrescentada no rótulo principal do produto, junto ao seu nome. O mesmo deve ocorrer quando o adoçante usado for artificial. Do total de carboidratos descritos, deve estar estipulado quanto provém da própria fruta e quanto foi adicionado. 
Para o Idec, a presença dessa informação em local visível ajuda o consumidor na hora da escolha. Segundo a consultora técnica, vale conferir se os açúcares adicionados estão discriminados na tabela de nutrientes, para avaliar qualidade nutricional do produto. 

Vem estipulado que os açúcares presentes são provenientes da própria fruta.
Sempre compare antes de comprar... 














Novo Decreto: Suco, néctar e refresco

 A partir de julho de 2014 a indústria deverá informar no painel principal do rótulo das bebidas não alcoólicas o percentual de polpa da fruta ou suco utilizado nos ingredientes. A regra foi determinada pelas Instruções Normativas nº 17, 18, 19 e 42 publicadas em 2013 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).



Uma das principais diferenças entre as bebidas à base de frutas é o teor mínimo de polpa de fruta (isto é, da fruta em si) que cada uma precisa ter. O suco é o que tem a maior concentração. Em seguida vem o néctar e, por último, o refresco (também chamado de bebida de fruta). Mas esses percentuais mínimos variam caso a caso. 
Na verdade, para ser chamada de "suco", a bebida deve ser composta praticamente só de fruta (e de água, em alguns casos) e não pode conter substâncias "estranhas"; já o néctar, além de apresentar só uma parcela de fruta, ainda contém açúcar e aditivos químicos, como corantes e antioxidantes. Essa confusão [entre néctar e suco] é reforçada pelo uso ostensivo de imagens de frutas nas embalagens dos néctares, passando a falsa impressão de que a bebida é natural. 

O único que tem vitamina C é o Do Bem, além de não ter sódio. Se fosse optar pelo menos calórico, com certeza,
não estaria escolhendo o mais saudável e o que vale a pena, na falta do suco de fruta, é claro!!!


A partir de 2015 haverá aumento do percentual mínimo obrigatório de suco ou polpa para os néctares de laranja e uva, que será feito de forma gradual partindo-se dos atuais 30% para 40% em janeiro e finalmente 50% em janeiro de 2016”, explica Vicenzi.

1% de polpa de melancia desidratada!!???!!!


Entre sucos, néctares e refrescos e preparos, o famoso "suco de pozinho" é o que tem menos a oferecer - considerando inclusive refrigerante, que em média, apresenta 10% de fruta. Não é chamado de suco, seu nome técnico é "preparado sólido artificial para refresco" isso porque sequer existe a obrigação legal para presença de frutas nesses produtos.


Na ausência do suco natural quais opções podem ser aceitáveis?





É relativo dizer se um produto é ou não saudável, tudo depende de como será o seu consumo. 
Se for beber litros por dia, a única opção que salva é a água. Nada além dela, nem mesmo os sucos integrais. 
Isso porque, neles existe a presença do açúcar natural da fruta, a frutose, cujo excesso engorda. Sucos integrais e néctares têm um teor muito parecido de açúcar. Em ambos varia em 30g por copo de 200ml. Um não é mais saudável que o outro. A diferença que o néctar tem menor concentração de nutrientes, pois é diluído.
O ideal para a saúde é que o consumo dessas bebidas seja moderado e nunca substitua a água.   

Uma perda importante das bebidas prontas para as que fazemos em casa, é que elas perdem as fibras insolúveis - os pedacinhos das frutas - que são benéficas para o intestino (o mesmo acontece se coarmos o suco). Os produtos que agora vem com esses pedacinhos têm fibra solúvel - que aumenta a saciedade. 

Mas para aproveitar o máximo valor nutricional das frutas, consumi-las inteiras é a melhor opção. Então, não dê exclusividade a versão líquida.

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