Carboidrato Amido Resistente
Nem todo carboidrato é o vilão das dietas. Em
alguns casos ele pode até ser benéfico, em especial aqueles que possuem em sua
composição o amido resistente. Entre eles estão: batata doce, batata baroa,
mandioca, o inhame, o cará e a banana verde.
Dividimos os carboidratos de acordo com a
digestibilidade. Existem os carboidratos que são facilmente digeríveis; os
lentamente digeríveis e os resistentes. Comparando à definição de fibra, “fibra
é qualquer material comestível que não seja hidrolisado pelas enzimas endógenas
do trato digestivo humano e de amido resistente.” Podemos dizer que o amido
resistente nada mais é do que uma fibra dietética total. Portanto existe muito
interesse no papel fisiológico dos amidos resistentes, que é similar ao das fibras.
Por ser um alimento fermentado no intestino grosso pelas enzimas
bifidobactérias, o amido resistente é um alimento prebiótico. São facilmente
eliminados pelo bolo fecal além de atrair moléculas de gordura e de açúcar.
Índice glicêmico é um fator que diferencia os
carboidratos e está relacionado com o nível de açúcar no sangue. Sempre que
ingerimos carboidratos estes entram com uma determinada velocidade na corrente
sanguínea, e quanto mais rápido seu ingresso, maior será a liberação de
insulina pelo pâncreas.
A
batata doce é um carboidrato complexo amido resistente com baixo índice
glicêmico. Ou seja, a energia contida nela é liberada gradualmente no organismo
sendo capaz de aumentar a sensação de saciedade, além de não ocasionar picos de
insulina, que é o que acontece com carboidratos simples. Em relação à glicose,
o índice glicêmico da batata doce é 44, o que pode ser considerado baixo
comparando-se com o arroz branco (64) ou com o pão branco (71).
Infelizmente muitas dietas que estão na moda pregam o corte de carboidratos da alimentação para emagrecer de forma mais rápida. Mas esses alimentos são responsáveis por dar energia, por isso não devem ser eliminados da dieta, especialmente se você pratica atividade física. Se a ideia é perder peso, invista em carboidratos “do bem”, como a batata doce.
Considerada o carboidrato ideal para atletas,
supera os outros tubérculos em vários nutrientes: Possui cinco vezes mais
cálcio, o dobro de fibras e mais potássio que a batata-inglesa. Comparada à mandioca,
ela também ganha em fibras e cálcio, assim como em proteína, fósforo e
potássio. Resultado: estimula o intestino, auxilia no controle do diabetes e do
colesterol e, mesmo sendo mais calórica do que a inglesa, a doce ajuda a
emagrecer.
Carboidratos amido resistente também reduzem a
fração nociva do colesterol, o LDL, e o triglicérides, contribuindo na
prevenção de doenças cardiovasculares. Ao passar pelo intestino grosso, ele é
fermentado pelas bactérias prebióticas e, com isso, ajuda a prevenir prisão de
ventre, hemorróidas, doenças inflamatórias intestinais e câncer do cólon. A
batata-doce oferece mais, ela carrega vitaminas A e do complexo B, betacaroteno
(quanto mais escura a polpa, maior o teor), antocianina (disponível na
variedade roxa) e vitaminas C e E. Todos componentes antioxidantes e
anti-inflamatórios. São ricas em
beta-criptoxantina, que ajuda na prevenção de doenças inflamatórias crônicas,
como a artrite reumatóide.
De preferência, prepare com casca, a fim de
preservar os nutrientes. Após cozida,
se quiser tire a casca, ou não. Está pronta para consumo ou fatie em
rodelas e leve ao forno com azeite e alecrim para finalizar.
Que tal trocar a batata frita do hambúrguer (caseiro, é
claro) por batata doce assada? Que tal um kibe ou um purê de batata doce amanhã?

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