O Grande Vilão é o Glúten?
O glúten é uma proteína vegetal sem valor nutricional que confere
elasticidade e viscosidade aos alimentos. Está presente do trigo, cevada,
centeio e malte e em produtos industrializados como massas, bolos, pães,
chocolate e uísque. O glúten confere elasticidade na receita de diversos
alimentos.
Recentemente, o Conselho Regional de Nutricionistas lançou um parecer
dizendo que o glúten só deve ser retirado da dieta se houver diagnóstico de
Doença Celíaca. Cerca de 1% da população mundial possui a Doença Celíaca.
Nesses casos, o glúten provoca danos no intestino, impedindo que a digestão se
realize normalmente. Diagnóstico complexo que só poder ser feito por profissional
médico exigindo biópsia intestinal para confirmação da patologia.
O termo
intolerância é equivocado. Hoje em dia, intolerância ou sensibilidade ao glúten
são palavras utilizadas para pacientes que apresentam mal-estar ao consumir
alimentos com glúten e que não são celíacos. Um estudo recém-publicado
da Universidade de Monash, na Austrália, levanta questões sobre a existência da
tal “intolerância” ao glúten.
De acordo com os especialistas, alimentos ricos em glúten, dentro de uma
dieta equilibrada, trazem inúmeros benefícios para a saúde. "Eles ajudam a
controlar a glicemia e os triglicérides, aumentam a absorção de vitaminas e
minerais, melhoram a flora intestinal e deixam o sistema imunológico mais
forte", lista o endocrinologista Marcello Bronstein, professor de
endocrinologia e metabologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo. O segredo está no equilíbrio das escolhas. "E o fato de um
alimento ser livre de glúten não significa que ele seja menos calórico",
faz questão de observar Bronstein.
Cortar o glúten da dieta emagrece? Emagrece!
Ora, o indivíduo vai deixar
de comer as principais fontes de carboidrato de sua dieta, como pão, bolo, doce,
chocolate, cerveja... Uma ingestão menor de calorias vai resultar em redução de
peso. Não é a ausência do glúten que emagrece. Ao cortar esse item, você troca
alimentos gordurosos e industrializados por opções mais saudáveis, menos
calóricas e com maior valor nutricional.
Alimentos com Glúten:
- Farinhas de trigo comum, de cevada,
de rosca, de bolo, de aveia, integral, farinha rica em proteína, farinha de
semolina, de gérmen de trigo, branqueada por fermentação.
- Cereais feitos de trigo, cevada, aveia, trigo alemão, centeio e triguilho.
Extrato de cereal, farelo, liga de cereal, farinha..
-
Massas: talharim com ovos, semolina, semolina de centeio, farinha integral, entre
outras.
-
Amido modificado, amido de alimento, amido gelatinizado, amido vegetal.
-
Extrato de malte, sabor de malte, vinagre de malte, malte de arroz.
-
Farelo de trigo, gérmen de trigo, glúten de trigo, aveia de trigo, trigo em
casca, amido de trigo, massa de trigo, bagas de trigo, bagas de trigo integral,
trigo duro.
Alimentos Sem Glúten:
- Arroz (de todos os tipos)
- Milho
- Soja
-
Sementes de girassol
- Fubá
-
Farinhas de milho, arroz, batata, mandioca, amido de batata e soja
-
Quinoa
-
Semente de linhaça
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| quais dos dois pratos são mais recomendados para uma dieta saudável? |
As dietas isentas de
glúten sugerem mais frutas, legumes e verduras, fonte de fibras e água, além de
recomendar ingestão de pelos menos 1l água e preferência por alimentos
orgânicos. Portanto use, mas não abuse, dos sucos misturando frutas e verduras,
retire o pão do seu desjejum, use arroz integral nas refeições e legumes e
verduras variadas, aumente ingesta de oleoginosas, não belisque biscoitos e pão
nos intervalos... ah e não beba CERVEJA... e não coma chocolate!!! é ou não é uma melhora de hábito alimentar? A minha principal crítica é que como implica em restrições
alimentares, você não aprende a se alimentar com equilíbrio e moderação.
Uma das explicações usadas para banir o glúten da dieta diz que a
proteína sofreu algumas modificações maléficas a partir da década de 1960. O
pai da teoria é o cardiologista americano William Davis, autor do livro Barriga
de Trigo, que já vendeu mais de 1,8 milhão de exemplares. Davis afirma que o
problema começou com as mudanças genéticas que ele sofreu nos últimos 50 anos,
para aumentar a produtividade e a resistência a pragas. Uma conquista que deu o
Prêmio Nobel da Paz, na década de 1970, ao geneticista Norman Borlaug. Segundo
Davis, os cruzamentos de variedades de trigo para conseguir cereais com
características desejadas pela indústria (como tamanho ideal para as
colheitadeiras ou elasticidade da massa) geraram plantas não tão saudáveis.
Para Davis, as transformações mais nocivas do trigo atual são mudanças em três
nutrientes essenciais: uma proteína chamada aglutinina, outra batizada de
gliadina e um tipo de amido típico do cereal. Ele atribui a elas a
responsabilidade por uma série de malefícios à saúde.
A tese de Davis ainda é
controversa. “Não há
nenhuma evidência comprovada de que a mistura de variedades transformou o trigo
em algo nocivo”, afirma Alessio Fasano, fundador do Centro de Pesquisa Celíaca
do Hospital Infantil de Massachusetts, nos EUA, referência em alergia a glúten.
Como é possível afirmar que os bons resultados obtidos por Davis com os
pacientes não sejam apenas efeito de uma dieta mais equilibrada? O próprio Davis reconhece que
ainda não há pesquisas suficientes para derrubar as recomendações médicas que
atestam os benefícios dos grãos de trigo integrais. Como ocorre com
qualquer mudança radical, é preciso acompanhamento médico e avaliação caso a
caso. Tirar o trigo do prato pode não ser para qualquer um.
Para mim o grande vilão ainda é o Refinado.



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