Os MOCINHOS da comida Japonesa:
- Pescados (salmão, atum): são
ricas fontes do ácido graxo poli-insaturado ômega 3, com potente ação
antioxidante. Combatem a ação dos radicais livres. Também têm ação
anti-inflamatória e melhoram o sistema imunológico.
Outra função importante do ômega 3 é
aumentar os níveis de HDL (o chamado colesterol bom) e diminuir os de LDL
(colesterol ruim) do sangue, equilibrando as taxas de colesterol. Uma pesquisa
recente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que o ômega-3
também é importante para a manutenção do sistema nervoso central, prevenindo
doenças cerebrais degenerativas, como o Mal de Azheimer.
- Cogumelos (shiitakes e
shimeji): ricos em proteínas, eles ajudam a dar a sensação de
saciedade e favorecem o sistema imunológico.
- Algas: presentes em algumas preparações,
elas oferecem fibras, proteínas, além de algumas vitaminas. Presentes,
principalmente nos sushis e temakis, estes vegetais marinhos são excelentes
fontes de iodo, necessários para a tireoide e o sistema imunológico. Também carregam
vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B6, B12), que são importantes reguladores
da serotonina, hormônio neurotransmissor que nos confere a sensação de prazer e
bem-estar.
- Soja: encontrada
na sopa missoshiru. A soja oferece o composto bioativo isoflavona. Tem efeitos
benéficos para a saúde: é antioxidante, antinflamatório, favorece a redução do
colesterol e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares.
- Gengibre: encontrado
em conserva e em alguns molhos. O gengibre (Zingiber officinalis) oferece
princípios bioativos benéficos à saúde. Tem ação benéfica no trato gastro
intestinal, efeito antinflamatório, expectorante sobre o trato respiratório,
melhora os sintomas da tensão pré-menstrual, melhora a imunidade, além da ação
antioxidante.
- Legumes (cenoura, pepino,
nabo): são utilizados como enfeites dos pratos e na composição
de algumas preparações. Sempre que possível devem ser incorporados na refeição,
para melhorar a oferta de nutrientes (fibras, vitaminas, minerais e
antioxidantes) benéficos à saúde. No caso do pepino, é um dos vegetais mais usados na culinária oriental,
compondo saladas, temakis e sushis. O pepino é composto por 95% de água, o que
faz dele um alimento de baixa caloria e que garante hidratação do organismo. Também
é um diurético natural, que auxilia na diluição dos cálculos renais, e tem
potássio, que favorece a flexibilidade muscular, afastando as cãibras.
- Gergelim: É considerado um dos vegetais
mais ricos em lecitina, um poderoso emulsionante, que facilita a dissolução das
gorduras. Uma de suas funções na corrente sanguínea é dissolver lipídios,
regulando os níveis de colesterol e triglicérides, evitando doenças
cardiovasculares. A lecitina também auxilia na lubrificação do intestino. A
presença do cálcio na sua composição ajuda ainda no combate do desgaste ósseo.
- Tofu: Pesquisadores da dieta japonesa
atribuem o consumo dele como um dos fatores para a baixa incidência de algumas
doenças como certos tipos de câncer (mama, próstata e cólon), doenças
cardiovasculares e osteoporose nas populações orientais, principalmente da
China e do Japão. Por ser um derivado da soja, o tofu contém as mesmas propriedades
da leguminosa. É uma excelente fonte de proteínas, além de ser rico em minerais
como cálcio, fósforo e magnésio. Em 100
gramas de tofu, 85% são água e 7.5 gramas são proteínas. E ainda pesa pouco na
dieta. O alimento tem apenas 70 calorias.
- Wasabi: A pasta feita da planta wasábia
(ou rabanete japonês) contém potássio, cálcio, magnésio, fósforo e vitamina C.
Usada como condimento, ela ajuda na digestão, principalmente de comidas
gordurosas. Trata-se de um alimento tão termogênico como o gengibre, que ajuda
a acelerar o metabolismo.
Diante de todos esses benefícios, a
comida japonesa é uma excelente opção saudável; mas quando VOCÊ come comida
japonesa, esses são os itens mais freqüentes e com maior proporção no seu
prato? Se sim, ótimo, aproveite todos os benefícios dessa excelente opção, mas na maioria das vezes, a resposta é negativa. O problema que na comida
japonesa também há muita fritura, sódio (no molho de soja) e açúcar (do arroz),
o que aumenta muito o valor calórico da refeição, por isso é importante prestar
atenção.
No caso do molho de soja, por exemplo, em um jantar a pessoa pode
consumir quase a recomendação diária de sódio só por causa do molho.
Alguns Vilões da Comida Japonesa:
Arroz do sushi – no preparo é utilizado açúcar com vinagre de arroz,
para que o arroz possa ser colado com mais facilidade na alga marinha. E a
quantidade acaba sendo maior do que de um arroz soltinho. E junto do arroz
sempre temos o recheio.
Sushi frito e/ou com cream cheese: esse não existe no Japão, só na
versão abrasileirada da comida japonesa e infelizmente é o preferido da grande
maioria, principalmente para quem não gosta de peixe cru mas gosta de comida
japonesa. Nada mais é que um sushi empanado (farinha de trigo e farinha panko)
e frito, então...
Molho shoyo: além de rico em sódio também contêm açúcar e glutamato
monossódico, o que pode ser um problema para as pessoas que apresentam hiperglicemia
ou para os hipertensos. Uma colher de sopa
corresponde a 650 mg de sódio, sendo que o recomendado é 2 g por dia. Em
um jantar a pessoa pode consumir quase a recomendação diária de sódio só por
causa do molho. Optar pelo shoyo light reduz o sódio da porção, mas o ideal é
reduzir a quantidade de shoyo.
Molho teriaki: também calórico, uma
colher contém 15calorias e muito rico em açúcar.
Molho Agridoce: vinagre, água, açúcar
(3 colheres de sopa), catchup (que já leva açúcar)
e maisena.
Harumaki: a massa é feita de farinha de trigo, água e sal. Recheia e frita.
Tempurá: empanado e frito. Pode até
ter legume de recheio, mas continua empanado e frito.
Recomendações importantes:
- Indivíduos que apresentam diabetes
ou pré-diabetes devem consumir sushi com moderação, não somente pelo teor
de carboidratos (arroz), mas porque o arroz utilizado na elaboração do sushi é
temperado com açúcar.
- Evite excesso de
frituras, à milanesa, empanados (alguns sushis, temakis, tempurás, harumakis, e
os famosos Hots, claro);
- Evite ingredientes
que aumentam o valor calórico (requeijão, maionese, cream cheese);
- Atenção especial ao
consumo de molho shoyo (rico em sódio), especialmente por indivíduos que
apresentam restrição de sódio na dieta ou retenção hídrica (inchaço e edema);
- Deve-se evitar
sobremesas (flambadas, caramelizadas). Frutas da estação são as melhores opções
para não aumentar o valor calórico da refeição;
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| Aproveite os benefícios do peixe cru, do gengibre, do wasabi e do pepino. Mas muito cuidado aonde se come esse tipo de comida!!! |
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| Isso é comida japonesa? |
O problema
não está no que se come, e sim no quanto se come e quantas vezes você escolhe
esse tipo de alimento na sua refeição.
Cuidado
com rodízios e grandes porções, o que pode multiplicar as calorias da comida
japonesa, comparável com uma refeição na churrascaria ou numa cantina italiana.








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